(Bom ou mau) velhinho
Especificamente, resolvi falar sobre o Papai Noel, aquele dito o bom velhinho.
Porém, será que Papai Noel é tão bom quanto no nome?
Ressalto primeiramente que eu não tenho o intuito de destruir essa mítica figura natalina.
Eu estou apenas levantando alguns prós e contras do Papai Noel.
Como toda criança um dia soube, o bom velhinho é responsável pela parte mais importante para elas no Natal: os presentes. Querendo ou não, essa fase da vida de qualquer um é um tanto quanto materialista, pois um bom presente garante grande alegria.
Quem não ficaria feliz se quando criança ganhasse justamente aquilo que pediu de Natal? Eu ficaria.
Pois bem, então, ponto positivo para o Papai Noel, pois ele é quem ganha o ônus pela felicidade da criançada.
No entanto, se a criança não ganha aquilo que pediram, muitas vezes, ficam com raiva. Ela pensa "por quê Papai Noel não deu o meu Max Steel e deu para o Joãozinho?", e Joãozinho foi justamente aquele garoto que tirou notas ruins, a atormentou durante o ano, quebrou janelas na vizinhança, etc... Então, a criança se sente injustiçada e passa a odiar o Natal (é... eu sou um pouco exagerado às vezes...).
Então, ponto negativo para o Papai Noel, que injustiça os "bons" e beneficia os "maus".
Quando crescemos, percebemos que a ideia do Papai Noel é um tanto quanto impossível e infantil e que cabe aos pais o "dever" de presentear os filhos.
Se é bom para as crianças a ideia de pedir-e-ganhar, para os pais não é tanto assim. Resumindo, Papai Noel é uma boa para as crianças e ruim (financeiramente falando) para os pais. Assim sendo, poderíamos até rotulá-lo como símbolo do Natal capitalista.
Todo Natal, eu penso nas famílias carentes (sem hipocrisia).
Eu fico pensando como eles conseguem manter o Papai Noel. O dinheiro sendo pouco para comer, imagine o que ganham os numerosos filhos dessas famílias (quando ganham).
Assim, Papai Noel logicamente não deve ser uma figura muito "popular" nas camadas mais humildes da sociedade, certo? Errado!
Acontece que o símbolo do Natal consumista para os mais ricos é o símbolo da esperança para os mais pobres. Prova disso são as cartas que os Correios recebem destinadas ao Papai Noel.
E o veredicto? Papai Noel é bom ou ruim?
Eu acredito que todos os pontos negativos que possam surgir da ideia do Papai Noel são contornáveis. Nada que uma conversa entre pais e filhos não dê jeito.
E todos os pontos positivos são provas de que o verdadeiro Natal (que nos presenteia com esperança, reunião familiar, alegria, discontração, oportunidade de agradar quem te agrada, etc...) ainda tem chance no mundo.
Então, Feliz Natal a todos! E que façamos desse e de todos os Natais de nossas vidas natais verdadeiros! Com Papai Noel! Continuar lendo >>
Eu torço, tu torces, nós torcemos...
Depois de um certo tempo sem postagens, eis que volto a esse compromisso!
O motivo desse atraso não podia ser outro: falta de tempo. Um período complicado para todo mundo é o final de ano. Para os estudantes então nem se fala... Provas, provas e mais provas. Mas, já dizia o ditado: "Após a tempestade, sempre vem a calmaria".
Entre uma integral e outra, encontrei um tempo para postar sobre um fato que já vem me intrigando há muito tempo: os torcedores.
Hoje, como todos sabem, foi a última rodada do Campeonato Brasileiro. Vitória do Flamengo, desespero dos paulistas, etc.
Eu particularmente sou daqueles que respondem à "Para qual time você torce?" com "Brasil". Logo, não me entusiasmo muito com esses jogos.
Porém, assistido ao Flamengo x Grêmio de hoje eu constatei várias coisas. Constatei que tem muita gente louca no mundo, (re)constatei que a Globo é sem dúvida flamenguista, constatei que sou péssimo profeta para esporte e, o mais importante, percebi o quão estranho é ser torcedor.
O torcedor enfrenta filas, gasta com ingressos, fica espremido junto a desconhecidos no estádio, é capaz de chorar, não se repreende por trocar uma ida ao estádio por qualquer outra coisa... Porém, é fiel ao time que escolhe mesmo com tantos obstáculos.
Duvido que muitos torcedores fanáticos façam pelas suas esposas o mesmo que pelo seu time...
Mas o que mais me intriga nisso é que é um ato espontâneo torcer. Ninguém te obriga, você não vai preso se não o fizer e talvez até se poupe de muitos inconvenientes e sofrimentos. Então, por quê eles torcem?
É uma pergunta difícil de se reponder; envolve uma série de fatores psicológicos, sociológicos e ilógicos na verdade... A verdade é que torcer significa tomar parte das vitórias e derrotas de uma combinação de cores e escudo, o que para muitos como eu soa um tanto quanto incompreensível.
No entanto, há muitas coisas incompreensíveis e "não questionáveis" em nossas vidas (vide religião, orientação sexual, partido político, etc...). Torcer é mais uma delas.
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Etiqueta e etiqueta
Uma coisa que eu sempre questionei é a etiqueta.
Não a etiqueta das roupas, apesar de às vezes ela também me incomodar. Mas sim a etiqueta daquela que a gente vê no Fantático com a Glória Kallil.
E é impressionante como as regras de etiqueta tem se multiplicado e tomado conta de vários comportamentos sociais. Para se ter uma ideia, existe o Manual de Etiqueta do Celular, Manual de Etiqueta da internet, Manual de Etiqueta do Sexo (1 e 2), Manual de Etiqueta da Vida Rural (!)
Porém, até que ponto nós precisamos de etiqueta?
No dicionário, etiqueta tem dois significados: pequeno rótulo e conjunto de convenções sociais.
É claro que o primeiro se refere àquela de roupas e a segunda àquela dos manuais, certo?! No dicionário sim, mas na realidade não.
Quando foi definida a etiqueta para comer "educadamente", ficou definido que comer de boca aberta é errado, que se corta os alimentos com a faca na mão direita, que se deve trocar o garfo da mão esquerda para a direita para levar a comida à boca, que se deve usar tal talher para comer tal alimento, e por aí vai...
Corrijam-me se eu estiver errado, mas isso não é rotular? Que eu saiba é...
Será que para ser educado devemos deixar de ser nós mesmos e seguir o autor de um Manual de Etiqueta?
Quero acreditar que não... Mas muitas vezes é o que parece.
E um exemplo muitíssimo claro disso é a norma de etiqueta que define que o traje correto num meio executivo é o terno-e-gravata.
Num país como o Brasil, essa é uma norma que não faz o menor sentido. A nossa média de temperatura é de mais ou menos 26º. Nesse site podemos ver a média de temperatura de várias cidades brasileiras: http://www.wunderground.com/global/BZ.html. Vendo suas informações, percebemos que as temperaturas, na maioria das cidades, é maior do que 20º.
Resumindo, na maioria das cidades, terno é sinônimo de calor e desconforto, por consequência.
Porém, ser elegante é vestir terno. Então, se você for um daqueles encalorados e trabalhar para uma empresa em que o terno é o uniforme, você deverá negar o que é para se adequar a um padrão definido por sabe-se lá quem!
Por outro lado, não acho que ir trabalhar de sunga seja o mais adequado. O bom-senso diz...
Aliás, isso é o que deveria contar: o bom-senso. É claro que o meu bom-senso pode ser diferente do seu, mas com certeza chegaríamos a um acordo!
Então, eu acredito que etiqueta é uma falta de identidade completa e que por isso, deveria ser extinta!
Seus substitutos deveriam ser: bom-senso e educação, pois boa parte do Manuais de Etiqueta são exatamente isso: educação. A outra parte, infelizmente, é padronização inadvertida...
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Como foi sua primeira vez?
Não é sobre isso que eu estou falando...
Essa semana eu vou falar mais sobre uma constatação do que sobre uma opinião pessoal.
O fato foi que eu terminei de ler hoje O Assassinato de Roger Ackroyd, da grande Agatha Christie. Como bem sabem os meus amigos, eu sou fão incondicional de suas histórias de detetives. Tanto que tento completar a minha coleção de 85 livros de sua autoria (até hoje já tenho 38...).
Mas voltando ao que interessa, esse livro que eu terminei hoje é considerado por muitos como o melhor dentre todos os outros de Agatha Christie. Eu realmente o achei muito bom, surpreendente, impressionante, e outros adjetivos semelhantes.
Porém, para chegar onde eu quero, devo contar como eu despertei minha paixão pelos livros de Agatha.
Tudo começou com um projeto de leitura do ensino fundamental. Eu fui obrigado a ler um livro e fazer uma resenha sobre ele, como atividade para nota. Então, minha mãe me indicou O Caso dos dez negrinhos, da Agatha Christie, para ler. Pensei comigo: vamos lá, não tenho nada a perder, né?!
E eu li. E eu não tenho palavras para descrever o quanto aquele livro me prendeu a atenção. Posso dizer que foi ele o responsável pelo meu gosto por livros. Não só os da Agatha Christie, mas pela leitura de modo geral. A partir daí, passei por George Orwell, Alan D. Foster, Edgar A. Poe, Fernando Pessoa, Stephen King, até voltar para Agatha.
Agora, voltando para o presente, depois de ter lido o melhor livro de Agatha Christie eu ainda fico a impressão de que o Caso dos dez Negrinhos foi o melhor livro que já li.
Isso talvez se deva ao fato de que tinha sido o primeiro livro do gênero que eu li.
Pesquisando um pouco, eu vi como o ser humano tende a gostar mais da estréia.
Quem nunca viu um filme no cinema e depois na TV e achou que no cinema ele era melhor?
Como um leigo no assunto eu diria que isso se deve ao sentimento que a pessoa se submete ao experimentar algo pela primeira vez. Junto com a coisa, nós provamos expectativas, ansiedades, surpresas, etc... E isso dá um saber inigualável àquilo.
Então, reflita um pouco e diga: como foi sua primeira vez?
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Qual é o seu costume?
Qual a primeira coisa em que você pensou? Aposto que foi algo como "coitadas das galinhas", "que povo louco", ou coisas do gênero, não é?!
Pois é... Foi isso que eu pensei também.
Matar para ser perdoado... Não é estranho mesmo?
A resposta é: depende de onde está sua cabeça. Se ela está no Ocidente, provavelmente sua resposta será sim. Se ela está no Oriente, provavelmente sua resposta será não.
A recém acabada novela Caminho das Índias "serviu" para isso. Vimos vários costumes estrangeiros estranhos para nós, como aquela história do casamento, do respeito, etc...
Eu não sou de assistir novela, mas quem assistiu pôde ver que o núcleo brasileiro estranhava os costumes indianos e vice versa.
Então, ponto positivo para a novela por proporcionar aos telespectadores refletir sobre isso (apesar de que acredito que 99,99% dos que a viram não o fizeram...)
Porém, ponto negativo por deixar subentendido que os costumes diferentes dos nossos são errados, visto que no final da novela os costumes indianos são pisoteados pelo bem do final feliz.
É natural da mente humana generalizar, comparar com o que se conhece, adotar padrões, e, dessa forma, discriminar.
Ainda mais quando tratamos de casos como o do começo, ou, um que tem gerado polêmica há muito tempo, o batismo árabe.
Jogar bebês do alto, apenas para cumprir um ritual?! E se der errado? Isso deveria ser impedido!
Não... Isso faz parte da cultura deles.
Alguém já parou pra pensar o que eles devem achar dos biquínis, do "jeitinho", do carnaval à la "Globeleza"? Talvez o mesmo que nós pensamos de seus costumes.
Então, antes de atacar e julgar, devemos nos despir de nossos conhecimentos e preconceitos e pensar que aquilo pode ser parte de uma cultura que foi "imposta" a eles (passada de pai para filho por exemplo).
Por isso, temos que tomar muito cuidado para não cairmos no preconceito de achar que o diferente é necessariamente errado. Continuar lendo >>
Funk: amar ou odiar?
Em homenagem ao gosto musical de alguns amigos meus (né Daniel?!) resolvi falar sobre o funk.
Eu, particularmente, não gosto desse estilo musical. Talvez seja pela falta de originalidade das letras, pelo ritmo, pelo assassínato que promovem à Lingua Portuguesa, etc...
Um exemplo? Claro que temos! Porém, sugiro que dêem uma olhada na letra primeiro (não digam que eu não avisei...).
Aí está:
Enfim, funk pra mim não serve como música. Pelo menos para ser ouvida...
No entanto, esse estilo musical pode ser visto, e até admirado através de outros ângulos.
Primeiramente, quem, na maioria das vezes, são os autores dos funks no Brasil?
Uma pergunta fácil de responder: moradores das favelas, periferias e similares, tornando-se um estilo musical tão ou mais popular que samba, pagode e afins.
Assim, as letras passaram a tratar de temas como violência, polícia, drogas, etc., pois era isso que fazia parte do cotidiano dos autores.
Vejamos um exemplo de um funk "do bem":
Segue a letra.
Podemos perceber o quão diferente é esse do primeiro.
Enquanto o enfoque de um é a sensualidade/erotismo o do outro é a sociedade.
Como diz na própria letra, os favelados são marginalizados, tidos como bandidos.
Então, o funk pode não ser tão superficial e chulo quanto algumas músicas nos forçam a tirar essa conclusão. Ele é um estilo musical de denúncia social, e isso deve ser levado em conta antes de atacá-lo e reduzí-lo a lixo.
Mas voltemos à pergunta: amar ou odiar o funk?
Bom, eu acho que respeitar já é suficiente...
A "Moda"
Estava eu passando por uns sites, à toa. Só para passar o tempo.
Foi então que eu vi uma notícia na capa do UOL de extrema importância: Saiba como lidar com as fofocas no trabalho. Curioso, pensei eu...
Entrei no link.
Nas abas na parte superior da página há: Moda, Fique linda, etc...
Nem li a reportagem das fofocas, pois fiquei pensando sobre moda. Uma coisa muito interessante da sociedade moderna.
O que é "moda" afinal? Na Estatística, moda é o evento que mais ocorre dentre um conjunto de eventos. Em outras palavras, moda é a maioria.
Então, a moda que se refere à estilo, roupas e tals nada mais é do que uma convenção daquilo que a maioria das pessoas está usando, tipo um senso comum.
No entanto, não é isso que dizem os sites de moda, através das notícias que publicam.
Alguns exemplos: Saiba o que vai e o que fica nas passarelas do SPFW - Inverno 2009 do Terra, Copie o cabelo, o figurino e a maquiagem de Madonna da Gloss ou Fernanda Lima vai a shopping lotado no Rio do Ego.
Como podemos ver, moda não tem o significado literal. Pelo contrário! Fica parecendo que se vestir bem é seguir um estilo alheio.
Isso fica muito evidente se tomarmos como base os grandes desfiles.
Neles, estilistas mostram suas criações mais atuais, apresentando as mais recentes tendências para a próxima estação.
Isso, para mim, é um absurdo, pois o objetivo não é outro senão interferir no livre arbítrio das pessoas de escolherem como querem ou não se vestir.
O pior, é que tem (muita) gente que se deixa levar e adere ao estilo que não-se-sabe-quem definiu como certo.
Eu não vejo outro motivo senão a falta de personalidade própria para se seguir a "moda".
Olhando agora por outro ângulo, o ângulo comercial/capitalista, vemos que a "moda" patrocina o gasto.
Para leigos, como eu, é difícil de compreender a razão de uma coisa "sair e voltar à moda". Uma tendência tem data de validade?
Exemplo: hoje se usa calça do tipo A. Vem então o Fashion Week, que diz que A é brega e agora todo mundo deve usar B pra "estar na moda". Então, todo mundo passa a comprar e usar B. Passa-se um tempo e novo Fashion Week acontece, trazendo o estilo C de calças e afundando A e B. Mais uma vez, todo mundo compra C, pois não quer estar "fora de moda".
Vocês vêem? Parece que a "moda" escolhe aquilo que ninguém está usando para todo mundo ter que comprar tudo de novo!
Estranho, não?!
Agora responda: Você usaria esse chapéu?
Esqueça a "moda"! Só precisamos de um pouco de bom senso para nos vestirmos bem.
Um filme...
Essa semana eu assisti o filme Presságio (Knowing).
Eu não sou crítico de cinema, nem ao menos passo perto disso. Porém, esse filme em especial foi um dos que eu não queria ter assistido.
Eu não sei se eu não captei bem a mensagem do filme, mas o que eu achei é que o filme nos dá a idéia de que o “fim de tudo” é um fato inevitável e nós não somos capazes de alterar esse “destino”, por mais que nos esforcemos.
Eu não gosto de um filme só por causa de seu elenco famoso ou pelos efeitos de última geração que se empregam neles.
Eu acredito que um bom filme é aquele que te transmite um sentimento bom. Não, eu não sou hippie... Eu só gosto de ver filmes que me deixem em bom estado de espírito, como uma boa comédia, que faz dar risadas de situações inusitadas; ou um bom filme de ação, que te faz pensar que é possível alcançar um objetivo; etc...
Um bom exemplo do que é, para mim, um bom filme é Quem quer ser um milionário? (Slumdog Millionaire). Ele não possui orçamentos milionários (ironia? Não...), nem atores ultra-famosos, nem efeitos especiais impressionantes; porém cada um que o vê tira dele uma mensagem diferente, desde “dinheiro não é tudo na vida” até “não importa sua condição social, nada é impossível apenas por isso”.
No caso do Presságio, eu terminei de assistir e pensei várias coisas como: “Nossa! Meus esforços para melhorar o mundo de nada adiantam se ele tem um fim” ou “Eu sou inútil para o mundo se eu não for um escolhido”, etc.
Mas qual a razão de se fazerem filmes que passam maus sentimentos a quem o vê?
Eu não gostaria de pensar que esse é só mais um daqueles filmes “caça-níqueis”, que só buscam enriquecer seus produtores.
Mas, eu não consigo extrair dele nenhum outro significado...
Fica a minha pergunta: “Será que o filme é só isso?”.
Preconceito cultural
Essa semana minha família estava planejando ir ao cinema.
Então, fomos ver a lista de filmes em cartaz: Transformers 2, Divã, Terminator 4, Uma noite no museu 2 e Mulher Invisível.
Foi então que ouço o seguinte comentário: "Então só tem Transformers, Exterminador do Futuro e Uma noite no museu?". E falei: "Não! Tem também Divã e Mulher Invisível". E a réplica: "Mas são nacionais!".
Ou seja, filme nacional = filme ruim? Não!
Não sei o por quê das pessoas rotularem os filmes nacinais com flimes ruins mesmo sem vê-los. Isso é um desrespeito com todos os envolvidos na produção do filme e também com a indústria cinematográfica nacional.
Aliás, muitos são os exemplos de menosprezo da cultura nacional pelos próprios brasileiros.
Quem nunca viu aqueles estabelecimentos comerciais com nomes em inglês, que traduzidos não significam grande coisa. É beauty pra cá, fashion pra lá, quando poderia-se recorrer ao bom e velho protuguês.
Talvez esse menosprezo com a cutura nacional seja fruto de um pensamento errôneo de que o estrangeiro é mais chique ou sofisticado. E se você pensar, é exatamente isso que o pessoal de lá deseja: que você deseje ser como eles e, com isso, compre seus produtos.
Não vou dizer que o Brasil é o melhor país do mundo em todos os aspectos, mas os brasileiros estão cada vez mais em alta com o mundo. Somos parte da elite dos emergentes (Brics), temos um dos melhores times de futebol (masculino e feminino) e de vôlei (masculino e feminino) do mundo, somos conterrâneos de Gisele Bündchen, Paulo Coelho, Machado de Assis, Pelé, Senna, etc, temos toda a beleza do Rio de Janeiro ao nosso lado, temos a Petrobrás, a Amazônia e uma das maiores diversidades culturais do mundo!
Por isso tudo, nós deveríamos nos valorizar mais ao invés de tentar parecer com os estrangeiros, pois uma árvore só cresce se tiver boas raízes.
Mosca na minha sopa...
Se tem uma coisa que me incomoda na mídia é o assédio aos artistas, famosos, etc.
Essa semana essa "mosca" voltou a me incomodar com toda a força após o badalado presidente de "você-sabe-onde", Obama, matar uma mosca durante uma entrevista.
O curioso foi que o fato foi altamente noticiado pelo G1, Folha, UOL, Terra e outros, chegando até a ser a "Notícia do Dia" no Jornal Hoje da Globo.
É uma falta de assunto tão grande falar sobre a mosca que o Obama matou que os meios de comunicação deveriam ter vergonha de fazê-lo. Mas, se tem gente que vê, o quê se pode fazer...
Eu fico indignado com esse assédio, pois o que tinha na mosca que o Obama matou que a difere da mosca que uma Dona Maria, que mora numa favela do Rio, mata todo dia?
E isso serve para estender o raciocínio aos paparazzi, que monitoram a vida dos famosos para conseguir um registro de como é a "incomum" vida dessas pessoas de importância tão vital na nossa sociedade (OBS.: ironia ativada).
Esses dias eu estava vendo TV e passei pela RedeTV! bem na hora que estava passando TV Fama. Eles estavam passando um "flagra" de um empresário numa praia do Rio, falando assim: "Agora reparem em como Fulano toma sol", "Vejam Fulano se dirigindo à uma ducha em um quioque", "Agora ele abriu a ducha e está se refrescando do calor". Agora, me digam: o quê tem de mais uma pessoa fazer essas coisas que qualquer um faz? Será que a areia que ele pisa é mais importante por ser a que ELE pisou?
Tanta coisa melhor para ser noticiada e um programa é inteiramente dedicado à essa falta de assunto!
Quem dera essa vigilância não fosse com o pessoal de Brasília, que estão tão secretos ultimamente... Aí nós poderíamos ver a quantas anda o dinheiro que nós colocamos na mão dos Excelentíssimos Senhores Políticos (OBS.: Ah! Essa ironia...).
Ou então que noticiassem a mosca que está andando sobre uma criança africana subnutrida, que não tem mais forças para espantar (quanto menos para matar) o inseto!
Quem sabe assim o povo não se toque e perceba a futilidade que é noticiar o que fazem ou deixam de fazer os famosos, enquanto há muitos outros assuntos carentes de atenção no Brasil e no mundo.
















