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A faculdade da vida


É realmente de se espantar como somos cobrados hoje em dia.
O mercado de trabalho, por exemplo, exige cursos, especializações, conhecimentos, proatividade, etc...
Com isso, não é raro termos o pensamento de que alguém que não tenha cursado todos os níveis de ensino não seja sábio.
Quem conheceu seus avós sabe muito bem disso.
Vou dar o exemplo dos meus avós maternos: minha avó não cursou além do atual ensino fundamental e meu avô idem.
Minha avó começou a trabalhar muito cedo. Com isso, ela aprendeu muito sobre as tarefas domésticas em geral. Hoje em dia, qualquer coisa sobre costura que se quer saber, ela sabe; uma receita qualque que às vezes minha mãe não se lembra, ela sabe; uma planta boa para determinada doença, enjoo, mal estar, tontura, etc, ela sabe todas e ainda as tem plantadas no quintal de casa.
Meu avô foi maquinista, mas sempre trabalhou com marcenaria. Estando aposentado, ele tem mais tempo para a marcenaria e, dessa forma, ele constrói várias coisas, desde banquetas até marcadores de truco.
Pois é... Os avós são prova de como a vida pode nos ensinar muita coisa.


Outro exemplo de como se pode aprender com a vida são os índios.
Eles, a princípio, não gozam das facilidades das cidades, como restaurantes, supermercados, farmácias, casas, etc... Com isso, eles têm de aprender como sobreviver e se adaptar à sua realidade. E assim eles fizeram.
Hoje algumas tribos da Amazônia têm conhecimento de plantas e ervas cobiçadas pelas indústrias farmacêutica e cosmética.
Tendo em vista tudo isso, será que não vale a pena nós vivermos mais?
Ou melhor, não seria melhor se esquecêssemos um pouco do trabalho, faculdade, etc, para somente viver?
Quem sabe, a gente não ganharia mais ou aprenderia mais assim...
Aliás, nem sempre é preciso esquecer do resto para viver. Se assimilarmos os deveres à nossa vida, seremos mais sábios e até mais felizes, pois a cada segundo que vivemos nós podemos aprender coisas novas, isso é fato!

Esse post é também um apelo para que não esqueçamos que não somos máquinas de trabalhar ou de estudar. Nós pensamos. Nós aprendemos. Nós vivemos!
Então, façamos da nossa vida um aprendizado constante, para que simplesmente nos lembremos que estamos vivos!

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Envelhecer: um desafio


Essa semana eu presenciei duas cenas que me estimularam a postar sobre os idosos.
A primeira delas foi o de uma velhinha saindo de sua casa acompanhada de uma mulher mais jovem.
Porém, a saída da casa para a rua é uma rampa, o que causou relativa dificuldade para a idosa em sair de sua casa. Ela ainda tinha algum problema nas costas, pois caminhava muito curvada para frente.
No entanto, nisso tudo o que mais me despertou interesse e me pôs a pensar foi o fato de ela, ao sair para a rua, com toda a dificuldade, se abaixou para pegar um mísero graveto, com o intuito de limpar a frente de sua casa.
A outra cena foi a de duas idosas caminhando na calçada de braços dados. Elas não deviam ter mais de 1,60 m de altura, de modo que facilmente passam despercibidas aos olhares apressados e desatentos.
Caminhando a passos curtos, uma sustentava a outra. Porém, a impressão que eu tive é que qualquer ventinho seria capaz de fazê-las caírem.

O tempo pode ser muito mais cruel do que nós supomos.
Ao chegar a uma certa idade, o ser humano passa a perder força muscular, perder massa óssea, ficar mais suscetível a quedas, ficar doente com mais facilidade, etc...
É por isso que eu me surpreendi com aquela primeira cena, pois a dificuldade para se fazer uma coisa trivial, como sair de casa, pode ser extremamente grande depois de certa idade.
E o fato dessa velhinha, dificultosamente, se abaixar para tirar um gravetinho da frente da sua casa representa o esforço que os idosos, muitas vezes, têm de fazer para serem úteis de alguma forma.

Além de conviverem com diversas limitações físicas e mentais e se esforçarem para demonstrar utilidade, muitos idosos ainda tem de conviver com o desamparo familiar e falta de atenção por parte da sociedade.
Talvez seja o caso da segunda cena. A impressão que eu tive foi a de que aquelas idosas só tinham a si mesmas para se apoiar, sendo a sociedade indiferente a elas.

Por tudo isso, eu acredito que não deve ser nada fácil ser idoso.
O mínimo, então, que poderíamos fazer é prestar mais atenção aos velhinhos, ouví-los, ajudá-los, ser mais solidários com quem já viveu tanto e, por isso, tem muito a nos ensinar.

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